Uma pesquisa desenvolvida pelos professores Alexsandro Gonçalves da Silva Prado, Yuri Gomes Paiva Azevedo, Moisés Ozório de Souza Neto e Kléber Formiga Miranda, vinculados ao Departamento de Ciências Sociais Aplicadas do Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas (CCSAH) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), foi aprovada para apresentação no XXIX SemeAd – Seminários em Administração, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP).
Em sua 29ª edição, o SemeAd será realizado entre os dias 9 e 13 de novembro de 2026, com atividades on-line e presenciais na FEA/USP, em São Paulo. A programação contempla sessões científicas, oficinas, minicursos, palestras e atividades de aprimoramento de pesquisas.
A aprovação soma-se a outros trabalhos de docentes e discentes do CCSAH selecionados para o evento em 2026.
Pesquisa nasce de projeto de extensão voltado às micro e pequenas empresas
Um dos aspectos de destaque do trabalho é sua origem no Projeto de Extensão Regulariza, iniciativa voltada à assessoria contábil e gerencial para micro e pequenas empresas do Semiárido Potiguar. O projeto consta entre as atividades de extensão registradas na UFERSA em 2026 e já vem originando outras produções científicas.
A pesquisa analisou os efeitos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE) sobre a oferta de crédito às micro e pequenas empresas brasileiras.
O estudo parte de uma questão particularmente relevante para esse segmento empresarial: as dificuldades enfrentadas pelas MPEs para acessar recursos financeiros, sobretudo em períodos de maior instabilidade econômica. A investigação busca, assim, contribuir para a compreensão dos efeitos de uma política pública criada para ampliar as condições de financiamento dos pequenos negócios.
Da extensão à produção de conhecimento científico
Além dos resultados relacionados ao PRONAMPE, o trabalho chama atenção para a importância de mecanismos complementares capazes de reduzir as barreiras de acesso ao crédito, entre eles medidas relacionadas à ampliação de garantias e outras alternativas que favoreçam o financiamento das micro e pequenas empresas.
A pesquisa evidencia também uma importante dimensão da atuação universitária: a capacidade de transformar experiências e problemas identificados nas ações de extensão em questões de pesquisa e produção de conhecimento científico.
Nesse percurso, demandas concretas observadas na relação com os pequenos negócios tornam-se objeto de investigação acadêmica, permitindo produzir evidências que podem contribuir tanto para o debate científico quanto para a discussão sobre políticas públicas e o ambiente empresarial.
Essa integração entre extensão e pesquisa já vem apresentando outros resultados no âmbito do Regulariza. Em abril deste ano, o CCSAH divulgou três artigos oriundos do projeto aprovados em congresso realizado na USP, com estudos relacionados a microempreendedores individuais, competências profissionais do contador e utilização de artefatos gerenciais pelas micro e pequenas empresas.
A aprovação ocorre em um ano de participação expressiva do CCSAH no SemeAd. O resultado oficial das submissões da edição de 2026 foi divulgado em 15 de setembro, e o evento prevê sessões específicas para apresentação de trabalhos científicos, trabalhos aplicados e casos de ensino.
Para o CCSAH, a nova aprovação reforça a importância da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, especialmente quando o conhecimento produzido na Universidade mantém diálogo direto com problemas e demandas da sociedade.
A Direção do Centro parabeniza os professores Alexsandro Prado, Yuri Azevedo, Moisés Ozório e Kléber Formiga pela aprovação do trabalho no SemeAd 2026, reconhecendo a contribuição da pesquisa para o fortalecimento da produção científica da UFERSA.
O CCSAH também destaca o trabalho desenvolvido no âmbito do Projeto Regulariza, cuja experiência demonstra como a extensão universitária pode aproximar a Universidade das micro e pequenas empresas e, simultaneamente, gerar novas perguntas, evidências e resultados científicos.